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Gestão de Pessoas

Confraternização de fim de ano na empresa: ideias e regras

Formatos por orçamento e tamanho de time, amigo secreto sem desconto em folha e o que muda quando a empresa exige presença.

Equipe Benway

Publicado em · 15 min de leitura

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Resposta rápida

A confraternização de fim de ano não é obrigatória por lei. Se a empresa exigir presença, o tempo do evento conta como trabalho (CLT, art. 4º) e, fora do expediente, é pago como hora extra com adicional de pelo menos 50% (CLT, art. 59, § 1º). Se for opcional, quem não vai não leva falta nem desconto.

Neste artigo · 8 seções

Dezembro junta três assuntos na mesa do RH: a festa do time, o amigo secreto e a cesta de Natal. Em empresa pequena, quem organiza costuma ser a mesma pessoa que fecha a folha, paga o 13º e planeja o recesso.

Este guia junta as duas partes do trabalho. A parte prática traz formatos por orçamento e tamanho de equipe, com opções para quem não bebe, para quem trabalha em turno e para quem está em casa. A parte legal mostra o que a CLT, a Constituição e as leis da Previdência dizem sobre presença, hora extra, bebida, acidente e presentes, com um exemplo em reais.

SituaçãoO que a lei dizO que fazer
Evento opcional, fora do expedienteLazer e atividades de relacionamento social por escolha própria não contam como tempo à disposição (CLT, art. 4º, § 2º, III e VI)Escreva no convite que a presença é livre e não cobre quem não for
Evento obrigatório, fora do expedienteTempo à disposição do empregador é serviço (CLT, art. 4º); o que passa da jornada é hora extra com adicional de pelo menos 50% (Constituição, art. 7º, XVI; CLT, art. 59, § 1º)Pague as horas ou compense num banco de horas ajustado antes (CLT, art. 59, §§ 2º, 5º e 6º)
Evento no horário de trabalhoÉ jornada normal: quem participa está trabalhandoEscolha um horário que alcance os turnos ou faça duas sessões
Bebida alcoólicaEmbriaguez habitual ou em serviço é justa causa (CLT, art. 482, f); servir bebida a menor de 18 anos é crime (ECA, art. 243)Opção sem álcool, controle para menores e transporte na volta
Acidente durante o eventoA lei equipara a acidente do trabalho o que ocorre na execução de ordem ou em serviço sob a autoridade da empresa (Lei 8.213/1991, art. 21, IV, a)Registre o fato e avalie a comunicação de acidente até o 1º dia útil seguinte (art. 22)
Cesta de Natal com alimentosAuxílio-alimentação que não é pago em dinheiro não integra a remuneração, mesmo habitual (CLT, art. 457, § 2º)Entregue em produtos ou em cartão, nunca em dinheiro
Presente ou dinheiro igual para todosPrêmio exige desempenho superior ao esperado (CLT, art. 457, § 4º); utilidade dada com habitualidade pode ser salário (art. 458)Combine com a contabilidade como lançar antes de comprar
Amigo secretoDesconto no salário só de adiantamento, lei ou contrato coletivo (CLT, art. 462)Valor combinado, adesão livre e nada no holerite
Consulta em 24/10/2026. Fontes: CLT, Constituição, Lei 8.213/1991 e Lei 8.069/1990 (ECA), no site do Planalto.

A confraternização de fim de ano é obrigatória?

Não. Nenhuma lei obriga a empresa a fazer a festa nem o empregado a ir. O que a CLT define é como contar o tempo: se a empresa exige presença, o período é de serviço; se a pessoa vai porque quer, não é.

A regra está no art. 4º da CLT: conta como serviço efetivo o período em que o empregado está à disposição do empregador. O § 2º, incluído pela reforma trabalhista de 2017, tira dessa conta o tempo que a pessoa passa na empresa por escolha própria em atividades particulares, entre elas o lazer e as "atividades de relacionamento social".

"Considera-se como de serviço efetivo o período em que o empregado esteja à disposição do empregador, aguardando ou executando ordens, salvo disposição especial expressamente consignada." (CLT, art. 4º)

Três sinais mostram que a festa virou obrigação: lista de presença cobrada, convocação feita pelo gestor e alguma consequência para quem falta. Se um deles existe, trate o evento como trabalho e faça as contas de jornada.

  • No expediente: é jornada normal. Quem prefere não participar continua no posto, e ninguém perde salário.
  • Fora do expediente e obrigatória: as horas que passam da jornada são extras, pagas com adicional de pelo menos 50% (Constituição, art. 7º, XVI; CLT, art. 59, § 1º), ou compensadas num banco de horas ajustado antes da festa (CLT, art. 59, §§ 2º, 5º e 6º).
  • Fora do expediente e opcional: não há hora extra. Deixe isso claro no convite, sem cobrança de presença e sem comentário de gestor sobre quem não foi.

Exemplo: festa obrigatória depois do expediente

Uma equipe de 20 pessoas, com salário de R$ 2.500,00 e jornada de 44 horas semanais, sai do trabalho às 18h de sexta-feira, 11/12/2026, e fica na confraternização obrigatória até as 21h. São 3 horas extras por pessoa.

  • Hora normal: R$ 2.500,00 ÷ 220 = R$ 11,36.
  • 3 horas com adicional de 50%: 3 × R$ 11,36 × 1,5 = R$ 51,14.
  • Reflexo no descanso semanal remunerado de dezembro de 2026, que tem 26 dias úteis e 5 domingos e feriados: R$ 51,14 ÷ 26 × 5 = R$ 9,83.
  • Total por pessoa: R$ 60,97. Para as 20 pessoas: R$ 1.219,40, mais o FGTS de 8% sobre esse valor (Lei 8.036/1990, art. 15).

A conta segue a calculadora de horas extras da Benway, com divisor 220. A partir de quarta-feira, 16/12/2026, o limite semanal cai para 42 horas (Emenda Constitucional 141/2026, art. 6º, I), sem redução de salário (art. 2º). Com menos horas e o mesmo salário, a hora normal fica mais cara: refaça a conta se a festa for depois dessa data.

Quais ideias de confraternização servem para empresa pequena?

Para empresa pequena, o melhor formato é o que cabe no caixa de dezembro e alcança todo mundo, inclusive quem está em turno, em casa ou não bebe. Escolha primeiro o horário e o público; o cardápio vem depois.

FormatoBom paraPor pessoa (ilustrativo)10 pessoas30 pessoas
Café da manhã ou almoço no escritório, no horárioTimes com turno e quem não pode ficar à noiteR$ 40R$ 400R$ 1.200
Almoço em restaurante ou churrasco no expedienteTimes de até 30 pessoas no mesmo localR$ 100R$ 1.000R$ 3.000
Jantar ou festa em espaço alugadoTimes que já fazem eventos foraR$ 180R$ 1.800R$ 5.400
Kit enviado para casa e encontro onlineEquipes remotas ou espalhadasR$ 80, com freteR$ 800R$ 2.400
Cesta de Natal com alimentosComplemento ou alternativa à festaR$ 150R$ 1.500R$ 4.500
Valores ilustrativos, escolhidos pela Benway só para mostrar a conta; não são preços pesquisados. Some transporte, decoração e, se o evento for obrigatório fora do expediente, as horas extras.

Para usar o quadro, multiplique o valor por pessoa pelo número de convidados e peça orçamento a pelo menos dois fornecedores da sua cidade antes de fechar. Em equipe de até 10 pessoas, um almoço no expediente costuma resolver três problemas de uma vez: não cria hora extra, alcança quem tem filho pequeno ou mora longe e termina antes de a bebida virar assunto.

Como incluir todo o time

  • Quem não bebe: sirva bebidas sem álcool com o mesmo cuidado das outras e evite brindes ou brincadeiras que dependam de beber.
  • Religião: chame de confraternização de fim de ano, sem ritual religioso obrigatório. A Constituição garante a liberdade de crença e proíbe privar alguém de direitos por motivo de crença (art. 5º, VI e VIII).
  • Quem trabalha em turno: faça o evento na troca de turno ou em duas sessões, e separe parte da comida para quem ficou no posto.
  • Quem está em casa: envie o mesmo kit para todos os remotos e marque um encontro online curto, dentro do expediente.
  • Quem está de férias ou afastado: convide sem cobrar presença. Antes de marcar a data, confira na lista de férias e ausências da gestão de pessoas quem estará fora.
  • Restrição alimentar: pergunte no convite e tenha opção vegetariana e sem glúten.

Como fazer o amigo secreto da empresa?

O amigo secreto da empresa funciona melhor com adesão livre, valor combinado antes e sorteio feito por aplicativo ou por alguém de fora da brincadeira. A empresa pode organizar, mas não paga a parte de ninguém nem desconta nada na folha.

A CLT proíbe desconto no salário que não venha de adiantamento, de lei ou de contrato coletivo (art. 462). O presente do amigo secreto não é nenhum dos três. Se alguém desistir depois do sorteio, refaça o par; não cobre pelo holerite.

  • Valor: combine um teto que caiba no bolso de quem ganha menos e escreva no convite.
  • Adesão: abra uma lista de inscrição até uma data, sem pressão de gestor. Quem não entra continua convidado para a festa.
  • Dinâmica diferente: use temas, como "algo que você usa no trabalho", "um livro" ou "comida da sua cidade", ou faça o amigo secreto de elogios, em que cada pessoa escreve o que admira no colega sorteado e ninguém gasta.
  • Presentes: nada de bebida alcoólica se houver menores de 18 anos, como aprendizes ou estagiários, e nada que constranja, como piadas sobre corpo, religião ou política.
  • Gestor e equipe: se o chefe tirar alguém do time, vale o mesmo teto. Presente caro de cima para baixo cria comparação.

A empresa pode servir bebida alcoólica na confraternização?

Pode, mas a empresa responde pelo ambiente que organizou. Três regras pesam: a CLT trata a embriaguez em serviço como justa causa, servir bebida a menor de 18 anos é crime e dirigir depois de beber é infração gravíssima.

  • Conduta: a CLT lista como justa causa a "embriaguez habitual ou em serviço" (art. 482, f), o mau procedimento (alínea b) e a ofensa à honra ou física praticada no serviço (alínea j). Se a festa conta como serviço depende de como foi convocada; por isso, combine as regras antes.
  • Menores de idade: vender, fornecer ou servir bebida alcoólica a criança ou adolescente, ainda que de graça, é crime com pena de detenção de 2 a 4 anos e multa (ECA, art. 243). Se há aprendizes ou estagiários menores, separe as bebidas e avise quem serve.
  • Volta para casa: dirigir sob a influência de álcool é infração gravíssima, com multa multiplicada por dez e suspensão do direito de dirigir por 12 meses (Código de Trânsito Brasileiro, art. 165). Ofereça transporte ou reembolso de aplicativo e feche o bar antes do fim.

A festa também é um bom momento para lembrar as regras contra assédio. A Lei 14.457/2022 exige das empresas com Cipa regras de conduta sobre assédio sexual e outras formas de violência, um canal de denúncias que garanta o anonimato de quem denuncia e ações de capacitação pelo menos a cada 12 meses (art. 23).

O que acontece se alguém se machucar na confraternização?

Depende de como o evento foi feito. A lei não fala em festa: ela define acidente do trabalho e lista situações que se equiparam a ele, e quem caracteriza o acidente tecnicamente é a Perícia Médica Federal (Decreto 3.048/1999, art. 337).

Pela Lei 8.213/1991, acidente do trabalho é o que ocorre "pelo exercício do trabalho a serviço da empresa" e causa lesão ou perturbação funcional que leve à morte ou à perda ou redução da capacidade para o trabalho (art. 19). O art. 21 equipara a ele, entre outros casos:

  • o acidente sofrido fora do local e do horário de trabalho "na execução de ordem ou na realização de serviço sob a autoridade da empresa" (inciso IV, a);
  • o acidente no percurso da casa para o local de trabalho ou na volta (inciso IV, d);
  • o acidente no local e no horário de trabalho causado por agressão ou por imprudência de colega ou de terceiro (inciso II).

Quanto mais o evento se parece com uma ordem da empresa (convocação, horário de trabalho, local escolhido por ela), mais perto ele fica dessas hipóteses. Um encontro opcional à noite fica mais longe. A resposta sai dos fatos de cada caso; o que a empresa controla é a prevenção e o registro.

  • Escolha um local seguro, com saída de emergência, e evite atividades de risco sem estrutura, como piscina ou esporte radical.
  • Se alguém se machucar, preste socorro e anote o que aconteceu, onde, quando e quem viu.
  • Se o caso puder ser acidente do trabalho, a empresa comunica à Previdência até o primeiro dia útil seguinte e, em caso de morte, de imediato (art. 22). Se a empresa não comunicar, o próprio acidentado, a família, o sindicato ou o médico podem fazer a comunicação (art. 22, § 2º).

Cesta de Natal e presentes para funcionários entram no salário?

A cesta de Natal com alimentos, entregue em produtos ou em cartão, não entra no salário: a CLT tira da remuneração o auxílio-alimentação que não é pago em dinheiro, mesmo quando é habitual (art. 457, § 2º). Presentes que não são comida e valores em dinheiro pedem mais cuidado.

"As importâncias, ainda que habituais, pagas a título de ajuda de custo, auxílio-alimentação, vedado seu pagamento em dinheiro, diárias para viagem, prêmios e abonos não integram a remuneração do empregado, não se incorporam ao contrato de trabalho e não constituem base de incidência de qualquer encargo trabalhista e previdenciário." (CLT, art. 457, § 2º)
  • Cesta em produtos ou cartão de alimentação: fica fora da remuneração e da base dos encargos trabalhistas e previdenciários (art. 457, § 2º). Não pague o valor da cesta em dinheiro nem no holerite.
  • Cesta pelo PAT: a empresa inscrita no Programa de Alimentação do Trabalhador pode distribuir alimentos (Decreto 10.854/2021, art. 169, II) por meio de fornecedora de cestas registrada (art. 170, I, c). A parcela do PAT não tem natureza salarial nem é base do FGTS (art. 178) e fica fora do salário de contribuição do INSS (Lei 8.212/1991, art. 28, § 9º, c). No PAT, o benefício precisa ter o mesmo valor para todos (Decreto 10.854/2021, art. 172, parágrafo único).
  • Bebida alcoólica na cesta: a CLT não aceita bebida alcoólica como pagamento em utilidade (art. 458), e o PAT existe para promover saúde e segurança alimentar (Decreto 10.854/2021, art. 173). Se quiser dar vinho ou espumante, entregue à parte e só para maiores de 18 anos.
  • Presente em bens igual para todos: a CLT trata como salário a utilidade que a empresa fornece "habitualmente", por força do contrato ou do costume (art. 458). A lei não diz quantas repetições viram costume; um item caro repetido todo ano pesa mais que um presente simbólico e eventual.
  • Dinheiro para todos, o "bônus de Natal": a CLT chama de prêmio a liberalidade dada "em razão de desempenho superior ao ordinariamente esperado" (art. 457, § 4º). Um valor igual para todos no fim do ano não se encaixa nessa definição. Antes de pagar, combine com a contabilidade como lançar na folha.

Cesta básica mensal é outro assunto: ela vira obrigação quando a convenção coletiva da categoria manda. As regras estão no guia sobre cesta básica obrigatória por lei.

Como organizar a confraternização de 2026, passo a passo

Comece em novembro. Dezembro de 2026 tem a segunda parcela do 13º, a mudança do limite semanal de jornada e o Natal numa sexta-feira, e a festa precisa caber nesse calendário.

  • Até sexta-feira, 27/11/2026: defina formato, orçamento por pessoa e se o evento será no expediente ou opcional fora dele.
  • Até segunda-feira, 30/11/2026: mande o convite com data, horário de fim, regras de bebida e transporte, e abra a inscrição do amigo secreto com o valor combinado.
  • Escolha a data: sexta, 11/12/2026, ou sexta, 18/12/2026, são as duas últimas sextas antes do Natal. Se o evento for obrigatório fora do expediente, lembre que a partir de quarta, 16/12/2026, o limite semanal é de 42 horas (EC 141/2026, art. 6º, I).
  • Até sexta-feira, 18/12/2026: pague a segunda parcela do 13º. O prazo legal é 20 de dezembro (Lei 4.749/1965, art. 1º), que em 2026 cai num domingo.
  • Entregue as cestas em produtos ou em cartão até quinta-feira, 24/12/2026. O Natal, sexta-feira, 25/12/2026, é feriado nacional (Lei 662/1949, art. 1º).
  • Na semana seguinte à festa, mande ao time uma pesquisa curta e anônima. Para transformar a escuta em rotina, o guia de pesquisa de clima mostra como medir o ambiente ao longo do ano.

Como ouvir o time depois da confraternização?

Pergunte o que funcionou com uma pesquisa de 3 a 5 perguntas, anônima, aberta por uma semana. As respostas mostram se o horário serviu, se quem não bebe se sentiu incluído e se o formato vale para 2027.

  • De 0 a 10, quanto você gostou da confraternização deste ano?
  • O dia e o horário funcionaram para você?
  • Você se sentiu incluído? O que faltou?
  • Para 2027, qual formato você prefere: almoço no expediente, festa à noite, kit em casa ou outro?
  • Deixe uma sugestão livre.

Mostre o resultado ao time em janeiro, com o que vai mudar. Pesquisa sem retorno ensina as pessoas a não responder.

Fontes e base legal

Conteúdo informativo. Convenções coletivas podem ter regras próprias; em casos específicos, fale com o seu contador.

Perguntas frequentes

Quanto gastar por pessoa na confraternização da empresa?

Não há valor em lei. Defina o formato, multiplique o custo por pessoa pelos convidados e some transporte e decoração. Num exemplo ilustrativo, um almoço de R$ 100 por pessoa custa R$ 1.000 para 10 pessoas. Se o evento for obrigatório fora do expediente, some as horas extras: R$ 60,97 por pessoa em 3 horas, num salário de R$ 2.500.

A empresa pode descontar do salário o presente do amigo secreto?

Não. A CLT só permite descontar do salário o que vem de adiantamento, de lei ou de contrato coletivo (art. 462), e o presente do amigo secreto não é nenhum dos três. Faça a brincadeira com adesão livre e valor combinado, e cada pessoa compra o próprio presente, sem nada passar pelo holerite.

Quem não for à confraternização pode levar falta?

Se o evento é opcional e fora do expediente, não. O tempo de lazer e de relacionamento social por escolha própria não conta como tempo à disposição (CLT, art. 4º, § 2º). Se a festa acontece no horário de trabalho, quem não participa continua trabalhando. Falta só existe quando a pessoa deixa de cumprir a jornada.

Confraternização no sábado conta como hora extra?

Conta se a empresa exigir presença e as horas passarem da jornada semanal do contrato. Nesse caso, o tempo é de serviço (CLT, art. 4º) e a hora extra tem adicional de pelo menos 50% (CLT, art. 59, § 1º), ou entra num banco de horas ajustado antes. Se a ida for opcional, não há hora extra.

Cesta de Natal para funcionários é obrigatória?

Não por lei federal. Ela só é obrigatória quando a convenção ou o acordo coletivo da categoria prevê. Quando a empresa dá por conta própria, em produtos ou em cartão, a cesta de alimentos não entra no salário, mesmo se repetida todo ano (CLT, art. 457, § 2º). Paga em dinheiro, perde essa proteção.

A empresa pode fazer a confraternização no horário de trabalho?

Pode, e é a forma mais simples. O evento vira parte da jornada normal: não gera hora extra e alcança quem não pode ficar à noite. Em operação com turno, faça duas sessões ou marque na troca de turno, e reserve comida para quem precisa ficar no posto durante a festa.

Como fazer confraternização com equipe remota?

Envie o mesmo kit para todos os remotos, com antecedência, e marque um encontro online curto dentro do expediente, para não criar hora extra. Use uma dinâmica simples, como o amigo secreto de elogios, em que ninguém gasta. Se parte do time é presencial, faça o encontro híbrido no mesmo horário.

Escrito por

Equipe Benway

Conteúdos produzidos pela equipe editorial da Benway, com apoio de inteligência artificial e a partir de fontes oficiais. Escrevemos para profissionais de RH, DP e gestores de pequenas e médias empresas no Brasil.

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