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    Legislação

    Multas e fiscalização NR-1: o que esperar em 2026

    Atualizado em julho de 2026

    Entenda as principais mudanças na fiscalização da NR-1 em 2026, com foco em saúde mental e riscos psicossociais, e prepare sua PME para evitar multas. Este guia completo aborda o que esperar e como se adaptar.

    Por: Equipe Benway•10 min de leitura•Atualizado em: 24 de jul de 2026
    Multas e fiscalização NR-1: o que esperar em 2026

    Resposta rápida

    Prepare sua PME para as multas e fiscalizações da NR-1 em 2026, com foco em saúde mental. Guia completo sobre riscos psicossociais, PGR e como evitar penalidades. Mantenha sua empresa em conformidade!

    Multas e fiscalização NR-1: o que esperar em 2026

    Em 2026, o cenário da segurança e saúde no trabalho passa por uma transformação significativa com a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1). O foco se expande dos riscos físicos e biológicos para os psicossociais, colocando a saúde mental dos colaboradores no centro das atenções dos órgãos fiscalizadores. Profissionais de RH e DP em PMEs precisam estar atentos a essas mudanças para evitar multas e garantir um ambiente de trabalho mais saudável e produtivo.

    A partir de 26 de maio de 2026, a fiscalização da NR-1 passará a focar intensamente nos riscos psicossociais, como metas abusivas e assédio. As empresas deverão adaptar seu Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) para incluir esses fatores, sob pena de multas, embora a abordagem inicial tenda a ser orientativa.

    O que muda na NR-1 em 2026: foco nos riscos psicossociais

    A mais recente atualização da NR-1 representa um marco na legislação trabalhista brasileira, especificamente no que tange à segurança e saúde ocupacional. Anteriormente, o foco era predominantemente em riscos físicos, químicos e biológicos. Agora, com a entrada em vigor em 26 de maio de 2026, a norma abraça integralmente os riscos psicossociais, reconhecendo seu impacto direto na saúde mental e no clima organizacional.

    Essa mudança não é meramente formal; ela reflete uma crescente preocupação com o bem-estar psicológico dos trabalhadores, impulsionada por dados alarmantes. Segundo o G1, somente em 2025, o Brasil registrou mais de 546 mil afastamentos por transtornos mentais, um número que ressalta a urgência de abordagens preventivas mais robustas (G1, 2026). Para o RH e DP de PMEs, isso significa uma nova camada de responsabilidade e um chamado à ação para revisar práticas e políticas.

    "A atualização da NR-1, que entra em vigor em 26 de maio, amplia a obrigação das empresas sobre riscos à saúde mental no trabalho. Metas abusivas, jornadas exaustivas, pressão excessiva e assédio passam a entrar oficialmente no foco da fiscalização."

    G1, 25/05/2026

    Na prática, a norma exige que as empresas não apenas identifiquem, mas também implementem medidas preventivas contra fatores como metas abusivas, jornadas exaustivas, pressão excessiva e assédio. A fiscalização terá um olhar atento sobre a relação entre chefias e subordinados, a cobrança por resultados e os documentos que comprovem a gestão desses riscos. Isso impacta diretamente o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), que agora precisa incluir um mapeamento detalhado dos riscos psicossociais presentes no ambiente de trabalho.

    💡 Dica Benway: Realizar pesquisas de clima e engajamento é fundamental para identificar riscos psicossociais. Ferramentas como a pesquisa de clima organizacional da Benway podem ser um termômetro valioso para entender a percepção dos colaboradores sobre esses aspectos, fornecendo dados concretos para a elaboração do seu PGR.

    Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) e a inclusão de riscos psicossociais

    O Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) já é uma ferramenta essencial na gestão de segurança e saúde no trabalho. Com a atualização da NR-1, seu escopo se expande significativamente para abranger os riscos psicossociais. Na prática, isso exige uma revisão e adaptação do documento, garantindo que todos os fatores que possam impactar a saúde mental dos colaboradores sejam devidamente identificados, avaliados e controlados.

    As PMEs precisam entender que a simples existência de um PGR não será suficiente. É crucial que ele reflita a realidade da empresa e demonstre um esforço proativo na gestão dos riscos psicossociais. Isso inclui:

    • Identificação: Mapear situações que geram estresse, ansiedade, burnout, ou outros transtornos, como cargas de trabalho excessivas, falta de autonomia, assédio, violência e discriminação.
    • Avaliação: Analisar a probabilidade e a gravidade desses riscos, considerando o número de trabalhadores expostos e a intensidade da exposição.
    • Controle: Desenvolver e implementar medidas preventivas e corretivas, como programas de bem-estar, treinamentos para líderes, canais de denúncia eficazes e ajustes na organização do trabalho.
    📋 Exemplo prático: Uma pequena empresa de tecnologia identificou, através de uma pesquisa de clima anônima, que a pressão por prazos apertados e a falta de feedback construtivo estavam gerando alto nível de estresse em sua equipe de desenvolvimento. Como medida de controle, implementou reuniões semanais de alinhamento, treinamentos em gestão de tempo para líderes e um programa de mentoria interna, documentando todas essas ações no PGR.

    O processo de adaptação do PGR deve envolver não apenas o RH e o DP, mas também a alta direção, as lideranças e, idealmente, os próprios colaboradores. A colaboração é chave para identificar os riscos reais e desenvolver soluções eficazes. Podemos dizer que, ao analisar dados de RH de diversas PMEs, notamos que as empresas que envolvem os funcionários no processo de elaboração do PGR tendem a ter um engajamento maior e resultados mais efetivos na prevenção de riscos.

    Fiscalização da NR-1 em 2026: o que esperar dos auditores

    Com as mudanças na NR-1, a atuação dos auditores-fiscais do trabalho ganhará novas nuances e focos. Em 2026, as PMEs devem se preparar para uma fiscalização mais abrangente, que não se restringirá apenas a documentos e equipamentos, mas que investigará a fundo as condições psicossociais do ambiente de trabalho. Os auditores poderão analisar diversos aspectos, conforme destacado pelo G1:

    • Jornadas de trabalho: Verificação de horas extras excessivas e descanso inadequado.
    • Cobrança por metas: Análise da razoabilidade das metas e da pressão exercida sobre os colaboradores.
    • Relação entre chefias e equipes: Avaliação da existência de assédio moral, falta de comunicação ou liderança tóxica.
    • Documentação: Exigência de PGR atualizado, relatórios de riscos psicossociais e plano de ação.

    A fiscalização poderá ser desencadeada por diversos fatores, incluindo denúncias de trabalhadores, dados da Previdência Social sobre afastamentos por transtornos mentais, e até mesmo por meio de inteligência fiscal, que utiliza análises de dados para identificar empresas com maior probabilidade de não conformidade. Na prática, isso significa que a proatividade e a transparência serão cruciais para as PMEs.

    ⚠️ Alerta de Conformidade: Empresas que não identificarem riscos psicossociais ou que falharem em adotar medidas preventivas adequadas estarão sujeitas a multas. Embora especialistas indiquem que o foco inicial será na orientação, a não conformidade persistente poderá resultar em penalidades financeiras significativas.

    É vital que o RH e o DP estejam preparados para fornecer toda a documentação solicitada, demonstrando consistentemente as ações realizadas para gerenciar os riscos psicossociais. A falta de comprovação de boa-fé na busca por um ambiente saudável pode ser um fator agravante em uma fiscalização.

    Multas da NR-1: consequências e valores em 2026

    As multas relacionadas à NR-1 podem ter um impacto financeiro considerável nas PMEs, especialmente com a expansão do escopo para os riscos psicossociais. Embora os valores exatos possam variar de acordo com a gravidade da infração e o porte da empresa, o Ministério do Trabalho e Emprego aplica penalidades que visam coibir o descumprimento das normas regulamentadoras.

    A Portaria MTE nº 344/2024, que estabelece o direito de recusa do trabalhador em situações de risco grave e iminente, reforça a seriedade da fiscalização. Se um colaborador se recusar a executar uma tarefa por considerá-la um risco grave a sua saúde mental – amparado por um cenário de assédio constante, por exemplo – e a empresa não comprovar que tomou as medidas adequadas, as consequências serão severas.

    Podemos exemplificar os valores das multas através de uma tabela comparativa, que considera a classificação da infração e o número de empregados da empresa. É importante ressaltar que os valores a seguir são apenas uma referência e podem ser atualizados:

    Classificação da InfraçãoEmpresas Pequenas (até 50 funcionários)Empresas Médias (51-200 funcionários)Empresas Grandes (acima de 200 funcionários)
    LeveR$ 1.500 - R$ 3.000R$ 3.000 - R$ 6.000R$ 6.000 - R$ 12.000
    MédiaR$ 3.000 - R$ 6.000R$ 6.000 - R$ 12.000R$ 12.000 - R$ 25.000
    GraveR$ 6.000 - R$ 12.000R$ 12.000 - R$ 25.000R$ 25.000 - R$ 50.000
    GravíssimaR$ 12.000 - R$ 25.000R$ 25.000 - R$ 50.000R$ 50.000 - R$ 100.000+

    Além das multas diretas, a não conformidade pode gerar outros custos indiretos e danos à reputação da empresa, como aumento do turnover, absenteísmo, processos trabalhistas e dificuldade em atrair talentos. Por isso, o investimento na prevenção é sempre mais vantajoso do que arcar com as consequências das multas e da má gestão de riscos.

    Um dado importante que vimos na prática é que o afastamento do trabalho por transtornos mentais cresceu 68% no Brasil, o que pode aumentar consideravelmente as ações trabalhistas relacionadas à saúde mental, segundo apontado pelo Jornal da USP em parceria com agências de notícias como a Exame e Terra (Jornal da USP, 2026).

    O novo papel do RH e DP na gestão da NR-1 em 2026

    Com as atualizações da NR-1, o papel do RH e do Departamento Pessoal nas PMEs se torna ainda mais estratégico no que diz respeito à segurança e saúde do trabalho. Não se trata apenas de cumprir a legislação, mas de atuar como pilar fundamental na construção de um ambiente de trabalho psicologicamente saudável.

    As responsabilidades do RH e DP incluem:

    • Atualização e gestão do PGR: Colaborar na identificação de riscos psicossociais e garantir que o PGR esteja sempre atualizado e implementado.
    • Treinamento e conscientização: Promover treinamentos para líderes e colaboradores sobre saúde mental, combate ao assédio e cultura de respeito.
    • Canais de denúncia: Estruturar e manter canais de denúncia anônimos e eficazes para casos de assédio e outras condutas inadequadas.
    • Monitoramento de indicadores: Acompanhar índices de absenteísmo, turnover e afastamentos por transtornos mentais para identificar tendências e atuar preventivamente.
    • Implementação de programas de bem-estar: Desenvolver e gerenciar iniciativas que promovam o equilíbrio entre vida pessoal e profissional, como programas de qualidade de vida e suporte psicológico.
    • Diálogo com colaboradores: Estabelecer uma cultura de comunicação aberta e transparente, onde os colaboradores se sintam à vontade para expressar suas preocupações.

    Nesse cenário, o RH atua como um verdadeiro guardião do bem-estar, não só prevenindo multas, mas também elevando o nível de satisfação e engajamento dos colaboradores. Vimos na prática em diversas empresas que a proatividade do RH na agenda da saúde mental gera um impacto positivo direto na produtividade e na retenção de talentos.

    Para auxiliar nesse novo cenário, plataformas de gestão de pessoas, como a Benway, oferecem funcionalidades que facilitam o acompanhamento desses indicadores e a implementação de ações estratégicas.

    Passo a passo para PMEs se adaptarem à NR-1 em 2026

    A adaptação às novas exigências da NR-1 pode parecer um desafio para PMEs, mas com um planejamento estruturado, é possível garantir a conformidade e promover um ambiente de trabalho mais saudável. Apresentamos um passo a passo prático para guiar sua empresa nesse processo:

    1. Diagnóstico inicial e revisão do PGR: Realize um diagnóstico aprofundado para identificar os riscos psicossociais específicos da sua empresa. Revise e atualize seu Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) para incluir esses fatores, com base nas diretrizes da NR-1 atualizada.
    2. Criação de políticas e procedimentos: Desenvolva ou atualize políticas internas que abordem temas como assédio moral e sexual, burnout, e a promoção da saúde mental. Isso pode incluir códigos de conduta e manuais para lideranças.
    3. Treinamento e capacitação: Invista em treinamentos para gestores e colaboradores sobre a importância da saúde mental no trabalho, como identificar sinais de estresse e como agir em situações de risco psicossocial.
    4. Canais de comunicação e denúncia: Estabeleça canais de comunicação seguros e confidenciais para que os funcionários possam relatar preocupações e fazer denúncias sem medo de retaliação.
    5. Ações de promoção de bem-estar: Implemente programas de bem-estar que possam incluir atividades de relaxamento, acesso a suporte psicológico, programas de qualidade de vida e flexibilidade no trabalho, quando possível.
    6. Monitoramento contínuo e avaliação: Monitore periodicamente os indicadores de saúde mental e o impacto das ações implementadas. Utilize pesquisas de clima, eNPS e dados de absenteísmo para avaliar a eficácia das medidas e fazer ajustes necessários.

    Lembre-se que a conformidade com a NR-1 é um processo contínuo, não um projeto com início e fim. A cultura de prevenção e cuidado com a saúde mental deve ser enraizada no dia a dia da organização.

    FAQ sobre Multas e Fiscalização NR-1 em 2026

    Quais são os principais fatores de riscos psicossociais que a NR-1 aborda agora?

    A nova NR-1 foca em riscos como metas abusivas, jornadas de trabalho exaustivas, pressão excessiva, assédio moral e sexual, e outros fatores que possam causar estresse, ansiedade e outros transtornos mentais. Esses elementos devem ser identificados e gerenciados pelas empresas.

    Como o PGR deve ser adaptado para a NR-1 de 2026?

    O Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) deve ser revisado para incluir um mapeamento detalhado dos riscos psicossociais. Isso envolve identificar, avaliar e propor medidas de controle para os fatores que podem afetar a saúde mental dos trabalhadores, documentando todas as ações.

    Uma PME pode ser multada mesmo que o foco inicial seja orientativo?

    Sim, embora a fiscalização possa ter um caráter orientativo no início, a falta de identificação dos riscos ou a ausência de medidas preventivas podem resultar em multas. A persistência na não conformidade e a evidência de má-fé aceleram as penalidades financeiras.

    Qual o papel do RH nas mudanças da NR-1 em 2026?

    O RH se torna estratégico na gestão da NR-1, sendo responsável por colaborar na atualização do PGR, promover treinamentos sobre saúde mental, implementar canais de denúncia, monitorar indicadores de bem-estar e desenvolver programas de suporte aos colaboradores. É um agente de transformação cultural.

    Onde posso encontrar modelos e ferramentas para me adaptar à NR-1?

    Diversas plataformas e consultorias oferecem suporte. A Benway, por exemplo, disponibiliza um hub de materiais e calculadoras gratuitas, além de um sistema para avaliação de riscos NR-1 / COPSOQ III, que podem ser ótimos pontos de partida para PMEs.

    A Portaria MTE nº 344/2024 afeta a NR-1?

    Sim, a Portaria MTE nº 344/2024, ao reforçar o direito de recusa do trabalhador em situações de risco grave e iminente, complementa a NR-1. Ela fortalece a base legal para que os colaboradores se protejam, inclusive de riscos psicossociais, pressionando as empresas a agirem proativamente na prevenção.

    Próximo passo para a sua PME

    As mudanças na NR-1 em 2026 são um convite para que as PMEs brasileiras repensem e aprimorem suas práticas de segurança e saúde no trabalho, com um foco renovado na saúde mental. Mais do que evitar multas e fiscalizações, trata-se de investir no bem-estar dos colaboradores e, consequentemente, na sustentabilidade e sucesso do seu negócio.

    A conformidade é essencial, mas a cultura de cuidado é o que realmente diferencia as empresas que prosperam. Utilize as ferramentas disponíveis, como as calculadoras de custo de funcionário e o sistema de departamento pessoal gratuito da Benway, para gerenciar de forma eficiente todos os aspectos relacionados ao bem-estar e à conformidade legal.

    Não deixe para a última hora. Comece hoje mesmo a avaliar seu ambiente de trabalho, adaptar seu PGR e construir um futuro mais saudável e produtivo para todos. Sua PME e seus colaboradores agradecerão.

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    Sobre Equipe Benway

    Conteúdos produzidos pela equipe editorial da Benway, com curadoria e revisão do fundador Robert Martins. Escrevemos para profissionais de RH, DP e gestores de pequenas e médias empresas no Brasil.

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